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| O Sol |
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Se queres tranqüilidade, Bem estar, humor de escol, Não deixes de ponderar No esforço da luz do sol.
Contra os males do caminho, Contra a doença e a tristeza, Convém a observação Das forças da Natureza.
Esse sol bondoso e franco, Que brilha através do abismo, É bem a fonte amorosa Do trabalho e do otimismo.
Não vacila em seus deveres, Tudo chama ao seu calor, Derrama por toda a parte Os raios de vivo amor.
Há ruínas entre os homens, Guerra e sombra entre os ateus Acima de tudo, entende O bem do serviço a Deus.
Milênios sobre milênios E amando os lares e os ninhos, Vem o sol diariamente dar vida nova aos caminhos.
Jamais se desesperou Ante os pântanos do caos, Abraçando o mundo inteiro, Ilumina bons e maus.
Aquecendo a casa nobre Da metrópole mais bela, Não esquece a folha tenra Que surge pobre e singela.
Brilha em tudo para todos, Sem privilégio a ninguém, Encontrando o homem do mal, Só sabe fazer-lhe o bem. * Esse sol amigo e farto, Que revigora e ilumina, Retrata em toda expressão A Providência Divina.
(Francisco Cândido Xavier por Casimiro Cunha. in: Cartilha da Natureza)
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